SIN: Uma carreira musical que começou aos 4 anos e estourou com o saudoso Trem da Alegria. Como foi ser uma criança prodígio na música, num grupo até hoje reverenciado no mercado musical?

LN: Gratificante com certeza. Até hoje em dia as pessoas dizem “você fez parte da minha infância”, e com certeza essa é uma emoção muito grande que traduz a eficácia de um grupo que só veio para somar e alegrar a vida das pessoas. Eu fico muito feliz de ter feito parte nessa história.

SIN: Depois de iniciar carreira solo e um grande hiato, você lançou em 2008, “Um Algo Além”. Como foi a receptividade do álbum na época?

LN: Não foi o que se esperava infelizmente. Havia uma série de bandas e cantores usando a internet também como uma força para lançar seus respectivos álbuns, e a velocidade com que as coisas aconteceram traduz também para mim hoje que não há mais uma expectativa tão grande se a música é boa ou se a música não é boa e também.

As carreiras meteóricas acabam com uma rapidez absurda, e no meu caso nem uma coisa nem outra (risos). Segundo alguns profissionais do mercado fonográfico, faltou um investimento básico de no mínimo 3 milhões de reais. Como eu não possuía tal investimento, decidi trabalhar apenas com a terapia holística, que me estressa muito menos e me faz um bem danado.

SIN: Recentemente você esteve se apresentando ao lado da companheira de Trem da Alegria, Patrícia Marx, num resgate ao passado, turnê que precisou ser interrompida por conta da pandemia da COVID-19. Como foram os shows que conseguiram realizar?

LN: Foram bem interessantes, com uma roupagem super lúdica e acústica. Foram recorde de público nas duas datas que fizemos. Infelizmente a pandemia entrou em cena, encerrando com um projeto muito bonito e que pelo andar da carruagem, não voltará tão cedo a ativa.

SIN: Da música à terapia holística: Como se deu essa guinada de 360 graus? Foi algo pessoal que o fez enveredar nessa nova jornada?

LN: Desde menino tenho um chamado espiritual. As terapias não aconteceram recentemente, como muitos pensam. Sou bruxo iniciado desde os 17 anos, tarólogo  e reikiano há mais de 20 anos. Conto essa trajetória no meu livro “O PORTAL MULTIDIMENSIONAL” lançado pela Editora Madras.

SIN: Se na época da carreira musical soubesse identificar comportamentos sabotadores e reprogramar sua mente, como ensina no curso “O Manuscrito das Energias”, acha que sua trajetória fonográfica teria sido diferente?

R- Não. Mas com certeza a carreira terapêutica profissional, sim. Devemos seguir os sinais que o Universo nos envia, e eu não fiz isso. Às vezes é melhor aceitar a realidade cármica, do que acreditar em sonhos faraônicos.

Os sinais são os termômetros exatos que os caminhos vão ser alterados em um breve futuro e insistir, só irá prorrogar a solução que está por vir, em nosso caminho. É o “deixar de dar murro em ponta de faca”. Mas a autossabotagem neste caso foi não ouvir minha intuição.

Porém algo sempre me acalenta na informação que “Tudo acontece no seu tempo”.

Por Cláudio Hollanda.

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